sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Preparativos Finais

O Manifestasol está prestes a tomar a forma final de morcego noturno e carinhosamente sugar sangue dos incautos.
As atrações estão abaixo, e toda a organização convida para sábado, dia 03, estarmos presentes na Sede Social São João Bosco (rua Professora Viero, 111 - bairro Madureira - próximo ao clube Juvenil), para montarmos todo o necessário. O evento em si começa às 22:00h, porém, as pessoas disponíveis e interessadas em ajudar nos preparativo finais são bem vindas desde cedo, a partir das 8:30 da manhã de sábado.

Agradecemos desde já os apoios e as presenças...ingressos antecipados já.

Um forte abraço, e levem mantas.

Nos vemos, nos vemos e brincamos!

domingo, 27 de setembro de 2009

MANIFESTASOL APRESENTA - 3 de OUTUBRO de 2009


Atenção gente bonita! Segue aqui os links das atrações que irão se apresentar no Manifestasol Apresenta. Vamos desfrutá-las na rede também! (é bom comer uma fruta direto do pé, mas às vezes é bom também comê-la depois de ela ter sido retirada do pé).

Os Exilados (rock and roll)

Greek van Peixe (gamer rock)

Vagabundos Iluminados (rock and blues)
Jocker's Crew (dança - b-boys)
Comunidade Theatral (intervenção de ritual teatral)
Mahabarata (instrumental)

Artigos ManiFestaSol - comercialização e trocas de CDs, camisetas, zines, copos, livros.


Diversas atrações culturais, um evento auto-gerado por artistas e colaboradores de Caxias do Sul e região - compareça e seja também um colaborador para a ascensão da gestão cultural independente.

Um grande abraço a todos!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ManifestaSIM!!!



Local: São João Bosco (próximo ao Juvenil - bairro Madureira)
Data: 3 de Outubro de 2009.
Ontem rolou uma reunião no espaço anteriormente citado pelo Sami, o São João Bosco. Estávamos na reunião eu, o Sami, o Guido, o Jonas e o Borga. Todos concordamos que o espaço é muito bom, é grande, tem espaço externo, estacionamento, e lembra um pouco o espaço dos escoteiros, onde afloramos como evento. Creio que lá pode ser melhor que o Guarany, uma vez que tivemos mais liberdade para marcar, e também estamos isentos do aluguel. O salão tem paredes removíveis e podemos fazer como quisermos. Ou seja, o esquema está muito bom para nós.

O único problema do local: não tem iluminação para o palco.

Conversamos sobre uma nova reunião para a próxima semana, pode ser lá na casa do Breno de novo, Segunda-feira, por volta das 18h30? Seria importante que todos aqueles que irão se apresentar, enviem um representante para fazermos o contato direto e fechar os principais planos de programação para a nova data. (Há também a opção de nos encontrarmos no próprio espaço João Bosco)

Principais pautas para esta reunião:
- Fechamento da programação- Cartaz e divulgação- Iluminação- Equipamento de som- Junção de materiais para a banquinha de vendas- Outras?!

Ah, as camisas já estão encaminhadas!
Texto: Breno

terça-feira, 9 de junho de 2009

Grito de espanto - perspectivas


O que na verdade um espaço como o Manifestasol pode representar? A príncipio não se elaborou um plano específico que designe um modelo de atuação deste espaço, não temos nenhuma idéia de até onde podemos ir, nem mesmo que retorno se busca ao promover a manifestação artística. Um movimento auto-gerido tem, pelo seu modo de atuar junto a sociedade, a intenção de ser um eco de si mesmo, uma continuação daquilo que foi. Embora pareça demasiado utilitarista, um movimento como este serve a um fim, mesmo sabendo que a arte não possui um fim cravado. POrém pessoas possuem "fins". E as pessoas fazem o movimento em rede. A rede nossa não pega peixe, mas pega idéias, pega até pessoas.



Hoje, às 20:30 haverá uma reunião do manifestasol, onde se discutirá por quais vias práticas se dará o próximo evento.



Foi feita anteriormente uma proposta para usar o espaço dos escoteiros, porém não foi feliz. Surgem vias e alternativas, mas como é difícil achar um espaço bacana para fazer tal evento? A idéia é realizar algo ao estilo "Manifestasol Apresenta", "Pré-Manifestasol". É muito interessante este formato pois antevê o outro, maior e mais elaborado, com uma intenção complementar a este, que é o Manifestasol, uma festa que surge com a primavera, que festeja a chegada de um sol ameno nas terras serranas. Ameno e porém amenizador, o frio é tanto.



Outra novidade é a amizade estabelecida entre Manifestasol e a Associação Dobrão Capoeira que reúne um pessoal de Caxias, de Farroupilha, Gramado e Nova Petrópolis, feito o contato através da Melina. Um abraço pessoal.



A data que está sendo trabalhada para o próximo evento é dia 15 de agosto. Pooortanto fiquem atentos, logo logo um grande evento.



Abraços

quarta-feira, 3 de junho de 2009

o grito de espanto

Porque fazemos arte? Qual o motivo que nos leva a dedicar tempo para construir canções, pintar quadros, filmar detalhes? Não deveria ser desmotivador o fato de este tipo de manifestação não ter muito apoio por parte do meio? Aí é que tá!
Aqueles que amam arte não dependem exclusivamente do meio para realizarem seu desabafo lúdico. O artista é um espantado, e o espanto é uma sensação interna. Mas se existe um espantado, deve existir um espantalho: aquele que espanta. Bem, aquilo que espanta o artista pode ser muitas coisas: o próprio mundo externo, a sociedade, a maneira como pensamos, aquela baba que escorre dos beicinhos da criança... E então, o artista irá praticamente transformar aquilo que o espantou. Trata-se de uma síntese criativa, onde felizmente ou não, não é necessário exigir sentido.
Quando perguntados pelos motivos que nos levam a fazer arte, não podemos esquecer que há este ímpeto originário da criação. Mas será que isto quer dizer que o conteúdo da arte está circunscrito tão somente ao mundo particular de cada artista? Não, não quer dizer. Acontece que muitos dos ímpetos criativos se movem sob o horizonte de uma rebeldia social, e isso adiciona elementos coletivos aos elementos particulares.
Nenhum verdadeiro artista sabe, com toda a certeza, que terá um reconhecimento de sua obra. Mas o que isso importa no momento em que a inspiração transformadora toma conta de seu ser? Esta é a parte pura da arte. Logicamente, irá haver um momento posterior em que o artista procura um espaço, um espaço que deve existir, um espaço em que ele possa contemplar e ser contemplado, onde haja troca, olhar, perspectiva, interação e estímulo. Acho que este movimento, o Manifestasol , vem tentar atender a esta demanda. E isso meus caros, é muito bom!

Luis Rosa

terça-feira, 2 de junho de 2009

Incrüsmans




A vida, muito menos que a morte, diz que o ar é tragável!
E que tragando esse ar se vive, por tanto tempo quanto enche o peito!
O peito cheio, o coração pulsante, o amor romântico diria: - ó coração vazio!
Mas não há vazio, somente calor e frio./
Calor quando abre a porta, frio quando fecha. Espero que o peixe respire sua água e encha o seu coração. A casa está triste, mas a linha que permite a tristeza faz a alegria ser mãe também. E a mãe mostra que a alegria se leva no outro, no pequeno, mas grande, no menino que é um gurizão. A moça que faz a frente e leva o lápis apontado na ponta do nariz, ralha. Sempre ralha pois é do feitio de toda moça não se acostumar com maldade. Mas quando acostuma também, só o que apronta é o que faz. O dia da moça, do menino, da mãe, do frio e do calor, todos bastarão. Ficarão estáticos no tempo, ao modo antigo, percorrendo as costuras do casaco como guia, para enfim perceberem que não pararam em momentos lineares, mas morreram ao deixar o ar tragável fora dos pulmões.
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O frio desce sobre a serra.

Financiarte

financiar: Prover recursos, dinheiro,linha de crédito,estrutura financeira ou física, para que um determinado objetivo seja alcançado, gerando assim de forma futura um reembolso dos valores ou dos bens, geralmente com juros que foram financiados, responsabilidade essa que é do Financiado.
arte: !!!!!!!!!!!!!!!!! (expressão?)

Bom, não tenho muita propriedade sobre o tema, porém gostaria de discorrer "etimológicamente" (aspas irônicas) sobre o termo. Financiarte. Financiar a arte. Financiar-te. Mas quem é esse que fala que vai me financiar? Por acaso é meu pai? É sim, é o nosso pai, meus bons companheiros. O Estado, dado como um pai. Ele vai mais uma vez salvar essa parcela que urge tanto por um pouquinho de sua bagatela mortadela. E vai nos financiar a arte. Obrigado paizinho. Desde de tanto tempo você assume esse papel tão caro a nós.

Porém muda o nome. Um nome não é nada.

O porquê do financiarte: "...reflexão em torno da mudança apoiada pela Comunidade Cultural que fornece dados e sugere mudanças, como as que foram sugeridas na Conferência Municipal de Cultura de 2008, e que são contribuições das áreas culturais em torno de pontos gerais e específicos, além de serem contribuições da CAS em seus seis anos de intensa atividade, agora sugeridos pela demanda em conjunto, reunidos e sistematizados pela Secretaria Municipal de Cultura como proposta." (retirado de: http://www.camaracaxias.rs.gov.br:81/ControlDoc.nsf/91456494701e2b1383256f9c00690533/cfed799c7e97ec33832575b7006a5c4f!OpenDocument )

Aguardamos o edital, que está na Câmara de Vereadores. Vamos lá buscar ou não?-------------------------------------------------------------------------------------------------

É muito importante que o grupo Manifestasol inteire-se sobre essa nova forma do Fundoprocultura. Além de regimentar os financiamentos, especula-se que ele apresente um novo modelo de avaliação dos projetos, dividindo as áreas em categorias, genêros. Por exemplo, a música será dividida por estilo musical, cinema e vídeo será divido por categoria (animação, documentário, longa etc), e assim por diante. Pindorália x Los Medonhos, ou Júlio 24 horas x Titanic serão apenas embates bizarros, comparações bestas ou dúbias. Uma profissionalização do processo. Será que veio com os estrangeiros? (Sem Fronteiras sem fronteiras)

Em tempo:

Um salve ao Musicaxias, pelo relevante trabalho junto à cena independente de Caxias. Força sempre! http://musicaxias.wordpress.com/


Um abraço solar: postem seus comentários




D'narte

terça-feira, 26 de maio de 2009

Un Bigglietto - Manifest




Pessoas interessadas, tenho um comunicado importante. O manifesto está pronto. Consegui uma adesão muito importante, de um homem que opera misteriosamente. Ninguém pode entender, mas todos poderão sentir no teor de suas palavras que se apresenta a noção de identidade. Manifestasóis, além de cultura e arte somos cientistas do acaso. Peço o favor para que todos leiam. Com a palavra Dr. Leviano:


A mão infesta o sul
por Dr. Leviano
Pois bem, a cidade é Caxias do Sul e o clima geralmente é frio. E este frio não trata somente da ação da natureza sobre os homens que caminham, lá e cá, cá e lá; trata-se de uma cidade fria. De semblante cultural frio. Quer dizer... pode ser completamente ao contrário, se formos pensar em algumas manifestações musicais, ímpetos teatrais, labaredas dançarinas. Eu mesmo já caminhei muito por esta cidade, mesmo que não tenha passado a maior parte da minha vida lá. O cotidiano nos leva, realmente a pensar, que talvez esta cidade tenha um semblante industrial, e que as calças possam valer mais do que as próprias pernas (que tremeriam de frio, ainda mais nesta época do ano, sem as primeiras).
Mas há poucos minutos, quando eu digitei "labaredas dançarinas", pensei nas pessoas que realmente fazem cultura aí na cidade. São vários os grupos, alguns deles sequer conhecemos. Aí tem esta coisa, o ManiFestaSol. Alguns amigos, comparsas, conhecidos, e até mesmo desconhecidos que entram na roda e dançam, começam a se reunir para discutir idéias sobre reuniões artísticas noturnas, como se fossem festas ou bailes, onde haja um pequeno diferencial, que não é tão pequeno, mesmo que algumas pessoas não o percebam, mas aí está, o diferencial: as pessoas não estão lá simplesmente para ver pessoas e participar de uma festa, mas muito pelo contrário, brindar a arte em movimento, em suas variadas manifestações, como um Sol noturno que nos puxa pelas pernas e não deixa que o frio se alastre pela pele pérnica.
Então, parece que o pessoal planejou e fez alguns encontros, onde pessoas de fora apareceram e prestigiaram músicas, improvisos, passos de dança, pinturas, oficinas, tudo partindo de um ímpeto interno muito genuíno; genuíno, pois autoral; vi pessoalmente uma espécie de ritual que acontecera entre algumas apresentações; os atores faziam uma espécie de roda e entoavam uma espécie de mantra. Diferente das espécies animais, estas espécies eram bastante humanas, pois tratavam-se de manifestações que, integradas, formavam a idéia da arte em movimento, em constante mutação, pois não tratava-se só de uma reunião para ver o tal ritual; antes e depois, canções de todos os tipos e pessoas de todos os tipos transitavam no local. Parecia tão bonito quanto um zoológico com as jaulas e as asas, todas elas, completamente abertas!
Por fim, entrei em um dos banheiros e li um cartaz escrito "por favor, não mije na parede". Foi um tanto estranho, pois eu jamais havia pensado em fazer tal coisa. Mas aquele momento foi muito profundo, lembro exatamente quando o li, e um violino pareceu soar atrás de mim. A partir de então, a qualquer restaurante ou bar que visito, sinto vontade de mijar diretamente na parede. Pois talvez seja a única forma de lembrar daquele momento bonito. Eu pensava em mijar e o violino soava atrás de mim, eu saía do banheiro e atores se reuníam para um teatro combinado, eu me despedia da cena sob acordes frescos de uma banda que fazia novidade com o tão antigo e amado rock and roll. Eu lembro do momento e passo a dançar... passo a passo, sem frio algum... maravilhas do Sol noturno...

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Façam seus comentários, questões.
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Um desenho:

- Um fato, real, que está nas pernas de vocês!
Expresso, concreto, material!
O desenho acima faz parte de uma releitura quasímoda da realidade. É assim, afirmando um fato dado, que começamos nossas averiguações sobre cultura. De fato, o que podemos entender por cultura? Algo que nos é tão peculiar, impresso em nós? O mundo nos está dado liturgicamente. Mas e quem constrói o mundo? Fazendo o recorte temporal para a cena em Caxias do Sul, o que seria uma manifestação cultural? Pode-se afirmar que Caxias, um terreno sinuoso, onde os padrões estéticos tomam formas laqueizadas (de laquê), se mostre também um terreno fértil não só para a Uva, mas também para a produção autêntica. Autêntica não é um adjetivo. Se voltarmos na cena cultural em Caxias, percebemos inusitadas coletividades que acham um meio de se expressarem, seja nos festivais polenta-frita, seja nos muros de nossa urbanidade. É inegável que possamos falar de coisas assim com um certo prazer, pois essas coisas são paridas por cabeças que tem vontade, e a vontade triunfa em prol da expressão. A expressão é inútil? Para que expressar-se? Para conhecer a si. Ou mais a fundo, para conhecer o ser humano, e daí desenvolver atitudes que beneficiem o meio. Alguns só querem uma festinha para se divertir, beber legal, ótimo. Se um dia voltarmos todos embebidos de poesia, estaremos bem, obrigado.
A cultura existe em qualquer lugar. Os conhecimentos sempre existem. Mas que paradigma vamos quebrar dessa vez?O pós-moderno nos diz: está tudo errado. - As vitórias históricas não nos bastam.
As discussões continuam.
Informativo Manifesta


- O grupo está apoiando e fará intervenções no Fórum Social da Juventude. Palestras de interesse da Juventude. Embora sejamos falange. hehehe.
Confira mais em: Fórum Social da Juventude
- O jornal Chaves, de Farroupilha, está com nosso apoio também, produzindo idéias para pessoas. É isso aí. Mandem mais informações sobre o trabalho aí.
- Em breve, o pré-Manifestasol.
Abraços a todos, comentem e mandem suas sugestões, e levantem questões. Abaixar também é bom.

Ao lado, nos links, sites amigos. Visitem.

Um vaso de flor, caído vinte metros. Meu amor se foi, triste.
Varrei.